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terça-feira, 12 de agosto de 2014

#Vaidades #solidão

reprodução Instagram




Eu li um estudo de análise de comportamento de pessoas através da comunicação nas redes sociais. É impressionante como em postagens na timeline você consegue interpretar:

Formação de Imagem, solidão, narcisismo, ciúmes ( invejar os outros com a sua vida "maravilhosa"), falta de atenção/carência, exibicionismo, rasgação de seda e múltipla dessas coisas em um único post na sedenta busca por likes. 

Um status no Facebook acaba se tornando irritante, segundo o estudo, se servir primariamente ao próprio autor e não fizer nada de positivo ao leitor. 

" No entanto, as qualidades nestes status irritantes são na verdade meras qualidades humanas - todo mundo precisa se exibir de vez em quando, todo mundo tem momentos de fraqueza quando precisam de atenção ou se sentem sozinhos, e todo mundo tem algumas características bizarras que volta e meia virão à tona." É de se pensar, somos todos humanos, cheios de vaidades, mas precisamos ter bom senso e saber maneirar nas nossas próximas atualizações de status.

Ok, tenho que ir, partiu almoçar e depois passear com a Mel na praia.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Pode chorar meu bem.

De tanto engolir o choro, tem gente que se afoga por 

dentro.




Manual

Hoje eu acordei e fui à varanda, como faço todas as manhãs para contemplar o mar e agradecer por mais um dia de vida, no entanto, dessa vez foi diferente, eu não só parei, contemplei e agradeci, algo me incomodou mais do que a aflição em meu estômago por um pão na chapa e uma xícara de café: lhes contar quem eu sou.

Eu realmente não sei por onde começar, já que eu sou o caos e a ordem em pessoa. Consigo ir do amor ao ódio em frações de segundos, chorar quando estou feliz e escarnecer quando estou triste. Uma bipolaridade que só os bons piscianos entendem.

Frequento quatro religiões, não por estar perdido, mas por acreditar em um único Deus com infinitos nomes e formas de lhe evoluir espiritualmente. De todos os vícios que eu tenho o melhor e mais prazeroso é pelo conhecimento, de tudo quero saber um pouco.

Chamar minha atenção é fácil, não resisto a um bom papo sobre ocultismo, magia e meditação. Sou o hiperativo mais preguiçoso que irá conhecer; um selvagem, que faz do mundo o seu melhor habitat.

Tenho sede por conhecer pessoas, culturas e tradições. Quero ir até aonde o vento possa alcançar, o mar banhar e o sol se pôr. O mundo é tão grande para ficarmos em um só lugar.

Sobre o amor, um temor colossal em me apaixonar. Ao longo dos anos criei um escudo de espinhos e fui inundando em meu ego ao ponto de não conseguir amar mais ninguém, além de mim mesmo. A maior curiosidade da minha vida é saber quem vai quebrar essa barreira e roubar meu coração.

Tenho um mundo dentro de mim e sempre que possível mergulho pra dentro dele, lá tudo é perfeito e todos os meus planos dão certo, contudo, venho procurando um equilíbrio, algo ou alguém que possa me fazer colocar os pés no chão e encarar as realidades da vida, mas ao mesmo tempo me permitir sonhar.

Quando eu crescer quero ser o melhor pai do mundo e nunca deixar de ser jovem. Ter uma família incrível, uma biblioteca em casa com uma lareira e vários cachorros. Quero que todos ao meu redor respirem arte.

Quando eu amadurecer, quero amar incondicionalmente e ser correspondido até o último dia da minha vida e, quando eu morrer, ah quando eu morrer, eu quero que todos façam a maior festa que já viram na vida porque eu estarei lá, no outro plano astral sambando na cara de todos vocês. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Elementar



Meu nome, se eu lhe disser, nunca compreenderá. Minha denominação é aquela que só pode ser proferida pelas águas e pelos ventos. Quem sou eu ? Por querer estar em todos os lugares e principalmente onde as coisas acontecem, sou o vento, por nascer sabendo que sou parte de algo grande e extraordinário, sou a água.

Não sofro crise identidade, muito menos gosto de ser estereotipado, sou apenas o tudo, ou apenas o tudo eu almejo. Sou energético como o fogo e quente como a lava, e ao mesmo tempo sou como a neve, frio e inabitado.

Dentre essa mutabilidade de elementos, me encontro com o vento, tendendo a ser célere, frígido, estéril, abrasivo, porém leve.  Sinto fome a qualquer badalada do dia, sou a agitação e sou a mudança. Sou a crise emocional que logo é esquecida. Ando depressa apresentando comigo o entusiasmo, a vivacidade e imaginação. Canso depressa, me esforçando mais, sem arruinar o foco e a determinação.  

Sou a ansiedade que não te deixa dormir, não te deixa adotar um padrão, que faz o habitual abruptamente tornar-se azucrinante. Conforto-te em noites de insônia, eu sou o vento, eu sou a brisa do instante.

domingo, 4 de setembro de 2011

Perdão ?


Não quero escutar o urro do seu arrependimento,
Muito menos a palavra perdão.
De que lhe vale me pedir desculpas,
Se ao amanhecer podes me ferir de novo.
Desculpa; um termo que usamos depois que alanhamos alguém,
Um vocábulo que hoje, perdeu a sua essência e seu decoro!
Raphaël Andrade

Prazeres Engarrafados


Novos momentos são presságios de tempos que eu gostaria de engarrafá-los e abri-los em períodos nostálgicos. O tempo passa, e tudo aquilo que era novidade acaba se tornando enjoativo.
O que eu gostaria de resguardar não são apenas lembranças, porém aquele conjunto de reações químicas que nos leva a euforia e a excitação do acontecer como um novo.
Ao abrir essas garrafas gostaria de sentir aquele nervosismo do primeiro beijo, as boas risadas do começo de uma amizade, a alegria de passar em um vestibular ou até mesmo voltar à puerícia e degustar de um mundo sem malícia.
Um infortúnio que meu desejo seja apenas um adágio utópico e, que estes lances de fato ficarão apenas marcados em meu fruto. Porém, que sejam doces enquanto perdurem e que me instiguem a buscar mais e mais aventuras a serem engarrafadas.

Raphael Andrade

Uma proza com Filipe.

“É difícil você abrir uma porta sem saber para aonde ir, acabo perdendo-me em meus devaneios tendo como única saída esquivar da realidade para arriscar ser feliz. A indecisão arrazoa em meu peito brando, embaraça meu aforismo e devora minha alma. Desoriento-me em um universo paralelo buscando estabilidade neste estado de espírito e material chamado felicidade. Se eu capacitasse, calçaria em mil leões e pisaria em mil cobras quando cuja boca fala vaidade e a mão direita é a destra de falsidade. Sei que correrei e não me fadigarei, que andarei e mesmo assim não cansarei, pois dentre tantas portas, no momento judicioso o bendito caminho encontrarei.”

Dedicado ao meu irmão, Filipe Canali.


- Raphael Andrade